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A união faz a força, mas de vez em quando...

  • César Cestari
  • 15 de jan. de 2020
  • 2 min de leitura

Uma das grandes vantagens que animais possuem em se reunir em bandos coesos é a proteção. Nós mesmos nos sentimos seguros ao lado de pessoas que confiamos , certo? Apesar disso, como em todo agrupamento, indivíduos da mesma espécie podem competir por recursos e condições presentes no espaço. Por exemplo, imagine que você está em um grupo de pessoas que você conhece em um restaurante e de repente aparece um ou mais "penetras" (aqueles amigos de amigos distantes) que começam a dar uns palpites estranhos ou comer demasiadamente na mesma mesa. Esse comportamento pode gerar uma desestabilização no papo e na conta final do grupo, ou seja, aqueles indivíduos penetras chatos acabam tirando o “clima” do agrupamento. Neste artigo, descobrimos que indivíduos de espécies de aves migratórias da região Neártica (norte dos EUA, Canadá e Alasca) que frequentam as praias do Estado São Paulo durante a primavera e verão se reúnem em bandos heteroespecíficos (várias espécies) contribuindo assim para a diminuição da competição entre indivíduos da mesma espécie. A tendência é que elas troquem de bandos constantemente de acordo com o número de indivíduos das espécies presentes nos bandos. Tendo uma noção de “quem e quantos” indivíduos estão presentes em um determinado bando, elas podem “calcular” o custo e benefício de ficarem ou seguirem para outro bando. Para isso, elas também devem levar em consideração as condições e recursos da área onde estão reunidas. A foto da capa é da batuíra-de-bando (Charadrius semipalmatus), uma espécie migratória Neártica comum nas praias paulistas.

Para saber mais:

Heterospecific shorebird flocks increase safety and reduce intraspecific competition. 2020. Journal of Avian Biology 51 (1).

English version:

One of the great advantages that animals have in assembling in cohesive flocks is protection. We feel safe with people we trust, right? Nevertheless, as happen in every cluster, individuals of the same species can compete for resources and conditions. For example, imagine that you are in a group of people you know in a restaurant. Suddenly one or more intruders appear (those friends from distant friends) and they start making strange guessing or overeating at the same table. This behavior can generate a destabilization in the chat or in the group's final account, that is, that annoying individual ends up the harmony of the group. In this article, we found that individuals from Nearctic migratory bird species (from northern US, Canada and Alaska) that frequent the beaches of São Paulo State during spring and summer participate in heterospecific flocks (several species) thus contributing to the decrease of competition between individuals of the same species. The tendency is for them to change flocks constantly according to the number of individuals of the species. Having a sense of "who and how many" individuals are present in a particular flock, they can "calculate" the cost and benefit of staying or moving to another pack. To do so, they must also take into consideration the conditions and resources of the area where they are gathered. The cover photo is of the flock (Charadrius semipalmatus), a Nearctic migratory species common in São Paulo beaches.

To know more:

Heterospecific shorebird flocks increase safety and reduce intraspecific competition. 2020. Journal of Avian Biology 51 (1).

 
 
 

Atualmente, o nosso planeta está marcado pelos impactos que a nossa espécie realiza em ecossistemas naturais e que tendem a diminuir a biodiversidade (ou diversidade de organismos), seja pela modificação e simplificação da heterogeneidade de hábitats e/ou reduzindo as interações biológicas entre as espécies. A urbanização é um exemplo de impacto global crescente que pode agir conjuntamente com outros impactos e contribuir para a modificação de todos os ecossistemas e perda de espécies, incluindo os ecossistemas costeiros. Olhe para estas imagens ao lado. Existem algumas aves que estão tentando sobreviver nas praias onde pessoas estão totalmente confortáveis. Pessoas e cães soltos podem perturbar estes animais. Algumas aves podem voar milhares de quilômetros de países onde se reproduzem (norte dos Estados Unidos, Canadá, Alasca) e param em praias brasileiras para se alimentar e descansar. Desta forma, as aves precisam de proteção ao longo de toda a rota migratória nos vários locais que utilizam para viver. Vamos mudar o nosso ângulo de visão e olhar um pouco o lado das aves? Este projeto científico objetiva: (1) estudar os impactos negativos e positivos que o processo de urbanização impõe para as aves costeiras, (2) planejar ações que permitam a coexistência pacífica entre aves e pessoas em praias e, (3) principalmente inserir pessoas para ajudar na conservação de aves.

Para isso, o passo inicial é que frequentadores de praias saibam identificar as espécies de aves (sejam migratórias ou residentes) e sua biologia básica, ou seja, saber:  sua origem. Para onde elas irão? Do que se alimentam? Quais os comportamentos que utilizam para sobreviver? Quais os impactos negativos que sofrem ao longo de suas vidas? Com este projeto, nós desafiamos você a desvendar informações sobre aves em sua próxima ida à praia! 

Agradecemos sua visita e esperamos fortalecer a conservação da biodiversidade com a sua ajuda! 

Ouça shot reverse shot - Jack Johnson
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Veja o vídeo com mais informações deste projeto em: https://youtu.be/xcYIf_aRsTo

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