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Sim, o homem pode perturbar as aves migratórias em praias!

  • César Cestari
  • 6 de ago. de 2018
  • 1 min de leitura

Isto é o que descobrimos no estudo "Coexistência entre aves migratórias costeiras Neárticas-Neotropicais e humanos nas praias do Hemisfério Sul: um desafio atual de conservação em países em desenvolvimento" publicado no periódico Urban Ecossystems 18: 285-291. A conservação de aves costeiras migratórias em praias urbanas é um desafio atual para a humanidade.. As aves migratórias Neárticas-Neotropicais dependem de locais de descanso e alimentação durantes suas paradas em áreas de invernada no Hemisfério Sul para adquirir energia suficiente para completar seus ciclos migratórios. Por outro lado, cidades no Hemifério Sul estão crescendo rapidamente, o que resulta no aumento de competição por espaços entre pessoas e aves, como atualmente ocorre em áreas de praias. Os resultados deste artigo mostraram que a probabilidade de ocorrência de aves Neotropicais diminuíram quanto maior o número de pessoas em amostras de áreas de praias com 20 m de raio no litoral sul de São Paulo. Quando o número de pessoas excedeu 20 nestas mesmas amostras, a probabilidade de ocorrência de aves foi quase nula. Materiais educacionais, tal como imagens e textos referentes à história natural de espécies de aves migratórias, a importância destas aves para a cadeia alimentar, e maneiras para prevenir perturbação por pessoas são medidas cabíveis para facilitar a convivência entre nossa espécie e estas aves. Adicionalmente, atividades de observação de aves poderiam ser encorajadas como uma opção recreativa e plataformas de observação poderiam ser instaladas em praias, assim evitando este contato muito próximo entre humanos e aves. Para alcançar sucesso, as atividades de manejo para a conservação de aves necessitam de participação ativa do governo e cidadãos.

 
 
 

Atualmente, o nosso planeta está marcado pelos impactos que a nossa espécie realiza em ecossistemas naturais e que tendem a diminuir a biodiversidade (ou diversidade de organismos), seja pela modificação e simplificação da heterogeneidade de hábitats e/ou reduzindo as interações biológicas entre as espécies. A urbanização é um exemplo de impacto global crescente que pode agir conjuntamente com outros impactos e contribuir para a modificação de todos os ecossistemas e perda de espécies, incluindo os ecossistemas costeiros. Olhe para estas imagens ao lado. Existem algumas aves que estão tentando sobreviver nas praias onde pessoas estão totalmente confortáveis. Pessoas e cães soltos podem perturbar estes animais. Algumas aves podem voar milhares de quilômetros de países onde se reproduzem (norte dos Estados Unidos, Canadá, Alasca) e param em praias brasileiras para se alimentar e descansar. Desta forma, as aves precisam de proteção ao longo de toda a rota migratória nos vários locais que utilizam para viver. Vamos mudar o nosso ângulo de visão e olhar um pouco o lado das aves? Este projeto científico objetiva: (1) estudar os impactos negativos e positivos que o processo de urbanização impõe para as aves costeiras, (2) planejar ações que permitam a coexistência pacífica entre aves e pessoas em praias e, (3) principalmente inserir pessoas para ajudar na conservação de aves.

Para isso, o passo inicial é que frequentadores de praias saibam identificar as espécies de aves (sejam migratórias ou residentes) e sua biologia básica, ou seja, saber:  sua origem. Para onde elas irão? Do que se alimentam? Quais os comportamentos que utilizam para sobreviver? Quais os impactos negativos que sofrem ao longo de suas vidas? Com este projeto, nós desafiamos você a desvendar informações sobre aves em sua próxima ida à praia! 

Agradecemos sua visita e esperamos fortalecer a conservação da biodiversidade com a sua ajuda! 

Ouça shot reverse shot - Jack Johnson
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Veja o vídeo com mais informações deste projeto em: https://youtu.be/xcYIf_aRsTo

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